Leia isto antes do resto
Na TOQ não escrevemos código à mão.
Nosso desenvolvimento roda inteiramente sobre agentes — AIOX e Claude Code — com um ciclo próprio, refinado ao longo de mais de um ano de uso em produção. Cada engenheiro assume uma epic ou uma refatoração e a conduz de ponta a ponta: levanta o requisito com o usuário, valida o PRD, revisa as stories, aprova o plano de implementação, acompanha o build, os testes e2e e o deploy. Você é dono do resultado, não de uma task.
Isso não é um experimento que estamos tentando. É como a empresa funciona, com produto em produção.
Dizemos na primeira linha porque é um filtro honesto: se a sua satisfação no trabalho vem de escrever código, você vai detestar essa vaga. Se ela vem de ver software certo chegar ao usuário, vale continuar lendo.
Antes de você perguntar
"Se eu passar dois anos sem escrever código, continuo empregável?" — é a pergunta que todo candidato faz em silêncio, e ela é justa. Aqui você lê arquitetura, modelagem e incidente de produção toda semana. O músculo que atrofia é o de digitar sintaxe; o de julgar sistema é o que você mais vai usar, e é ele que decide carreira a partir de certo ponto.
O que você ganha em troca do teclado: autonomia sobre epics inteiras, do requisito ao deploy, e uma operação de engenharia genuinamente na fronteira, construída e depurada por quem a usa — você vai aprender aqui coisas que ainda não existem em curso nenhum.
O que você vai fazer
- Conduzir epics e refatorações do requisito ao deploy, operando o ciclo completo de agentes
- Traduzir necessidade de negócio em requisito funcional e não funcional sem ambiguidade — é aqui que a qualidade do produto é decidida
- Validar stories e revisar planos de implementação: encontrar a incoerência funcional e arquitetural antes de existir código
- Avaliar criticamente a modelagem de dados e as decisões de arquitetura que os agentes propõem
- Acompanhar em produção o comportamento do que você entregou
Migration, deploy e configuração de servidor você também não executa — executa o agente especializado em cada uma dessas coisas, sob a sua condução e com a sua confirmação nos ambientes que importam, do mesmo jeito que acontece com o código. Você não digita o comando. Você decide que é o comando certo, e é você que percebe quando a proposta está errada antes de ela rodar em produção.
O que procuramos
Obrigatório:
- 2+ anos em backend, com produção de verdade — você já viu um sistema seu quebrar e teve que entender por quê
- Ler código e proposta técnica em qualquer camada, e achar o que não fecha: um componente criado onde já existia um, um contrato que vaza responsabilidade, uma migration na fase errada da esteira, um deploy que muda duas coisas ao mesmo tempo. Você não vai escrever nem executar nada disso — vai aprovar, e a aprovação é sua. Nosso backend é Go: se você lê Python, Java ou C#, lê Go em duas semanas — isso não é filtro
- Modelagem de dados relacional: reconhecer cardinalidade errada, unicidade ausente, desnormalização gratuita. Errar uma feature custa uma sprint; errar o modelo custa muito mais
- Escrever muito bem em português. Na nossa operação o artefato de produção é texto — requisito, story, instrução de agente. Precisão em prosa aqui é competência técnica central, não habilidade acessória
- Ceticismo com output plausível. Agente entrega coisa convincente e errada; quem não desconfia não serve
- Ler sistema em blocos. Mais do que enxergar o detalhe, saber para que serve cada parte: que bloco faz o quê, o que pode depender de quê, onde uma responsabilidade deveria morar. É assim que se percebe que um componente foi criado quando já existia, ou que está no lugar errado. Quem só vê detalhe revisa linha; quem vê bloco revisa desenho — e é desenho que estamos revisando
- Fanatismo por padrão. Regra com exceção permanente, rota que não se parece com as outras vinte, componente fora do lugar: isso precisa incomodar você mais do que seria razoável. Aqui é a dose certa
- Disposição para trabalhar dentro de regra escrita. Temos um corpus de invariantes e gates que diz o que se faz e o que não se faz, e ele vale para todo mundo. Muita gente boa detesta isso — melhor descobrir agora
Conta a favor:
- Experiência prática com desenvolvimento agêntico — não "já usei autocomplete de IA"
- Já ter participado de plantão, incidente ou postmortem
- Ter sido responsável por infra ou banco de produção — plantão, pipeline, migration em base grande. Aqui você não executa nada disso, mas quem já sentiu o custo reconhece proposta ruim mais rápido
- Vivência em produto, especialmente mercado imobiliário
- Familiaridade com arquitetura hexagonal, ou com qualquer disciplina séria de separação de camadas. Ajuda, mas não é filtro: quem tem o olho para padrão aprende a nossa em semanas
Como trabalhamos
O backend é um time pequeno, e você seria mais um nele.
Autonomia real sobre epics inteiras: você decide o quê e o como, e conduz do requisito ao deploy. O que não é negociável é o gate sobre o irreversível — todo plano passa por revisão antes de existir código, e migration e deploy têm dono e ordem própria. Não é microgerência; é a única parte do processo que não se corta.
Decisão estrutural — mudança de arquitetura, de contrato, de modelo de dados — é discutida com a liderança técnica antes de virar plano. Você não fica sozinho com a decisão cara, e é exatamente assim que se aprende a tomá-la.
O que oferecemos
- Contrato PJ - R$ 4.000,00
- Autonomia sobre epics inteiras, com anteparo nas decisões estruturais
- Caminho de crescimento claro: com o tempo, decisões estruturais próprias e espaço na evolução da nossa camada de agentes
Como é o processo
- Conversa inicial sobre sua trajetória e sobre como trabalhamos (45 min)
- Um exercício próximo da realidade diária
- Conversa final com o time
Sem teste de algoritmo. Sem live coding. Avaliamos o que o trabalho realmente exige.